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Docker WordPress com MySQL compartilhado

Vantagens desta configuração

  1. MySQL único: economiza recursos, mais fácil de fazer backup
  2. Isolamento: cada WordPress roda em container separado
  3. Escalabilidade: adicionar novos sites é rápido
  4. Segurança: containers não expostos diretamente (apenas localhost)
  5. Manutenção: atualizar WordPress individualmente sem afetar outros

Habilite os módulos necessários no Apache:

a2enmod headers proxy proxy_http rewrite
systemctl restart apache2

1. MySQL compartilhado

Crie /opt/mysql/docker-compose.yml:

services:
  mysql:
    image: mysql:8.0
    container_name: mysql-shared
    restart: always
    environment:
      MYSQL_ROOT_PASSWORD: root_password_forte_aqui
    volumes:
      - ./data:/var/lib/mysql
    ports:
      - "127.0.0.1:3306:3306"
    networks:
      - shared-network

networks:
  shared-network:
    name: shared-network
    driver: bridge

Inicie o MySQL:

cd /opt/mysql
docker compose up -d

Crie os bancos de dados para cada site:

docker exec -it mysql-shared mysql -uroot -p

Dentro do MySQL:

CREATE DATABASE site1_wp;
CREATE DATABASE site2_wp;
CREATE DATABASE site3_wp;

CREATE USER 'site1_user'@'%' IDENTIFIED BY 'senha_site1';
CREATE USER 'site2_user'@'%' IDENTIFIED BY 'senha_site2';
CREATE USER 'site3_user'@'%' IDENTIFIED BY 'senha_site3';

GRANT ALL PRIVILEGES ON site1_wp.* TO 'site1_user'@'%';
GRANT ALL PRIVILEGES ON site2_wp.* TO 'site2_user'@'%';
GRANT ALL PRIVILEGES ON site3_wp.* TO 'site3_user'@'%';

FLUSH PRIVILEGES;
EXIT;

2. WordPress Site 1

Crie /opt/wordpress/site1/docker-compose.yml:

services:
  wordpress:
    image: wordpress:latest
    container_name: wp-site1
    restart: always
    ports:
      - "127.0.0.1:8081:80"
    environment:
      WORDPRESS_DB_HOST: mysql-shared:3306
      WORDPRESS_DB_NAME: site1_wp
      WORDPRESS_DB_USER: site1_user
      WORDPRESS_DB_PASSWORD: senha_site1
    volumes:
      - ./html:/var/www/html
    networks:
      - shared-network

networks:
  shared-network:
    external: true
cd /opt/wordpress/site1
docker compose up -d

3. WordPress Site 2

Crie /opt/wordpress/site2/docker-compose.yml:

services:
  wordpress:
    image: wordpress:latest
    container_name: wp-site2
    restart: always
    ports:
      - "127.0.0.1:8082:80"
    environment:
      WORDPRESS_DB_HOST: mysql-shared:3306
      WORDPRESS_DB_NAME: site2_wp
      WORDPRESS_DB_USER: site2_user
      WORDPRESS_DB_PASSWORD: senha_site2
    volumes:
      - ./html:/var/www/html
    networks:
      - shared-network

networks:
  shared-network:
    external: true
cd /opt/wordpress/site2
docker compose up -d

4. Apache – VirtualHosts separados

Site 1: /etc/apache2/sites-available/site1.conf

<VirtualHost *:80>
    ServerName site1.com.br
    ServerAlias www.site1.com.br

    ProxyPreserveHost On
    ProxyRequests Off

    ProxyPass        / http://127.0.0.1:8081/
    ProxyPassReverse / http://127.0.0.1:8081/

    RequestHeader set X-Forwarded-Proto "http"
    RequestHeader set X-Forwarded-Host  "%{HTTP_HOST}e"

    ErrorLog  ${APACHE_LOG_DIR}/site1_error.log
    CustomLog ${APACHE_LOG_DIR}/site1_access.log combined
</VirtualHost>

Site 2: /etc/apache2/sites-available/site2.conf

<VirtualHost *:80>
    ServerName site2.com.br
    ServerAlias www.site2.com.br

    ProxyPreserveHost On
    ProxyRequests Off

    ProxyPass        / http://127.0.0.1:8082/
    ProxyPassReverse / http://127.0.0.1:8082/

    RequestHeader set X-Forwarded-Proto "http"
    RequestHeader set X-Forwarded-Host  "%{HTTP_HOST}e"

    ErrorLog  ${APACHE_LOG_DIR}/site2_error.log
    CustomLog ${APACHE_LOG_DIR}/site2_access.log combined
</VirtualHost>

Ative os sites:

a2ensite site1.conf
a2ensite site2.conf
apache2ctl configtest
systemctl reload apache2

5. SSL para múltiplos sites

certbot --apache -d site1.com.br -d www.site1.com.br
certbot --apache -d site2.com.br -d www.site2.com.br

O Certbot ajusta o VirtualHost automaticamente e adiciona o redirect HTTP→HTTPS.

Depois, atualize o RequestHeader para HTTPS:

RequestHeader set X-Forwarded-Proto "https"

6. Corrigir URLs do WordPress atrás de proxy

No wp-config.php (dentro de ./html/) adicione antes de /* That's all */:

define('WP_HOME',    'https://seudominio.com.br');
define('WP_SITEURL', 'https://seudominio.com.br');

// Necessário para que o WordPress reconheça o proxy
if (isset($_SERVER['HTTP_X_FORWARDED_PROTO']) && $_SERVER['HTTP_X_FORWARDED_PROTO'] === 'https') {
    $_SERVER['HTTPS'] = 'on';
}

7. Verificação rápida

# Containers rodando?
docker compose ps

# Porta 8080 escutando só no localhost?
ss -tlnp | grep 8080

# Apache do host OK?
systemctl status apache2
curl -I http://seudominio.com.br

Comandos úteis

# Ver todos os sites rodando
docker ps

# Logs de um site específico
docker logs wp-site1

# Parar/iniciar um site
cd /opt/wordpress/site1
docker compose down
docker compose up -d

# Backup do MySQL (todos os bancos)
docker exec mysql-shared mysqldump -uroot -p --all-databases > backup-$(date +%F).sql

A edição dos parâmetros do PHP pode ser feita no arquivo .htaccess. Exemplo:

php_value upload_max_filesize 64M
php_value post_max_size 64M
php_value memory_limit 128M
php_value max_execution_time 300
php_value max_input_time 300

Criar partição SWAP no Ubuntu Server 24.04

Vamos usar a forma mais comum e prática usando um arquivo swap:

Criar Swap usando arquivo

1. Verifique se já existe swap:

sudo swapon --show
free -h

2. Crie o arquivo swap (exemplo com 2GB):

sudo fallocate -l 2G /swapfile

3. Defina as permissões corretas:

sudo chmod 600 /swapfile

4. Configure como área de swap:

sudo mkswap /swapfile

5. Ative o swap:

sudo swapon /swapfile

6. Verifique se está ativo:

sudo swapon --show
free -h

7. Torne permanente (sobrevive a reinicializações):

echo '/swapfile none swap sw 0 0' | sudo tee -a /etc/fstab

Ajustes opcionais de desempenho

Configurar swappiness (controla quando usar swap):

# Ver valor atual
cat /proc/sys/vm/swappiness

# Definir para 10 (usa swap menos agressivamente)
sudo sysctl vm.swappiness=10

# Tornar permanente
echo 'vm.swappiness=10' | sudo tee -a /etc/sysctl.conf

Tamanho recomendado de swap:

  • RAM ≤ 2GB: 2x o tamanho da RAM
  • RAM 2-8GB: igual ao tamanho da RAM
  • RAM > 8GB: pelo menos 4GB (ou mais se usar hibernação)

Configurar o nome do servidor e prepará-lo para receber um domínio

Usando o Ubuntu Server 24.04 como exemplo, vamos seguir os seguintes passos:

Primeiro, defina um nome apropriado para o servidor:

# Definir o hostname (exemplo: servidor01 ou o nome que preferir)
sudo hostnamectl set-hostname seu-nome-servidor

# Verificar se foi aplicado
hostnamectl

Depois, edite o arquivo /etc/hosts:

sudo nano /etc/hosts

Adicione uma linha como:

127.0.1.1    seu-nome-servidor.seudominio.com.br    seu-nome-servidor

Configurar o PDI 9.4 no macOS (x86)

A versão 9.4 é a última de código aberto e está presente no repositório do brew.

Fazendo a instalação do data-integration pelo brew ou baixando e descompactando o arquivo em pasta local, uma pequena alteração é necessária para fazer o PDI (spoon) abrir.

  • Copie o arquivo “Data Integration.app” para a pasta /Applications
  • Edite o arquivo “/Applications/Data Integration.app/Contents/MacOS/JavaApplicationStub” e corrija o BASE_DIR para apontar para a pasta do data-integration

O aplicativo deverá aparecer no Launchpad mas também pode ser executado via linha de comando:

/Applications/Data\ Integration.app/Contents/MacOS/JavaApplicationStub

Configurar COLLATE e CTYPE no PostgreSQL

Ao instalar um novo serviço de servidor PostgreSQL as opções de COLLATE e CTYPE podem estar fora da configuração ideal.

Não é possível alterar essas opções em bancos já criados. Uma solução é fazer um backup, criar o banco com as opções desejadas e restaurar o banco na sequencia.

Para deixar as opções no estado padrão desejado, execute o script abaixo.

ALTER database template1 is_template=false;

DROP database template1;

CREATE DATABASE template1
WITH OWNER = postgres
   ENCODING = 'UTF8'
   TABLESPACE = pg_default
   LC_COLLATE = 'en_US.UTF-8'
   LC_CTYPE = 'en_US.UTF-8'
   CONNECTION LIMIT = -1
   TEMPLATE template0;

ALTER database template1 is_template=true;

Adicionar script sh como aplicativo no macOS

Podemos transformar qualquer arquivo executável .sh em um app dentro do desktop macOS, incluindo ícone e atalho no dock.

  1. certificar que o arquivo sh possui o atributo de executável
  2. criar um script com o comando [ do shell script “sh ~/pasta/arquivo.sh” ]
  3. salvar o script
  4. exportar o script para formato de arquivo como aplicativo (isso vai gerar um arquivo .app)
  5. abrir a janela de obter informações do arquivo .app gerado
  6. arrastar e soltar o ícone na parte superior esquerda da janela de informações
  7. copiar o arquivo .app para a pasta de aplicativos
  8. abrir o aplicativo e fixar o atalho no dock

Trocando o dono (OWNER) de todas tabelas de um banco de dados PostgreSQL

Eventualmente podemos nos defrontar uma um banco de dados cujas tabelas possuem diferentes donos (alguma falta de padrão no momento da criação).

O script abaixo troca o dono para o desejado. Deve ser executado dentro do banco alvo.

SELECT format(
          'ALTER TABLE public.%I OWNER TO novo_dono',
          table_name
       )
FROM information_schema.tables
WHERE table_schema = 'public'
  AND table_type = 'BASE TABLE' \gexec

Seleção global dos elementos da coluna em tabelas html

Em casos onde temos mais de uma coluna com o recurso de seleção global dentro de uma tabela html, podemos usar o exemplo abaixo para controlar qual elemento foi selecionado.

<th data-sortable="false" width="150px" class="text-danger">
    <input class="form-check-input" type="checkbox" id="chkSelectAllRem" />
    <label for="chkSelectAllRem">Todas/Nenhuma</label>
</th>
<th data-sortable="false" width="150px" class="text-success">
    <input class="form-check-input" type="checkbox" id="chkSelectAllEnc" />
    <label for="chkSelectAllEnc">Todas/Nenhuma</label>
</th>

...

<td>
    <div class="form-check">
        <input class="form-check-input" type="checkbox" name="op_rem[]" value="<?= $row->id_pr_ordens ?>"
               id="op_rem.<?= $row->id_pr_ordens ?>">
        <label class="form-check-label text-danger" for="op_rem.<?= $row->id_pr_ordens ?>">Remover</label>
    </div>
</td>
<td>
    <div class="form-check">
        <input class="form-check-input" type="checkbox" name="op_enc[]" value="<?= $row->id_pr_ordens ?>"
               id="op_enc.<?= $row->id_pr_ordens ?>" />
        <label class="form-check-label text-success" for="op_enc.<?= $row->id_pr_ordens ?>">Encerrar</label>
    </div>
</td>

...

<script>
$("th input[type='checkbox']").on("change", function() {
    // remove seleção de todos checkboxes
    $('input[type="checkbox"]').not(this).prop("checked", false);
    // seleciona todos os elemento da coluna selecionada
    var cb = $(this), // checkbox that was changed
        th = cb.parent(), // get parent th
        col = th.index() + 1; // get column index. note nth-child starts at 1, not zero
    $("tbody td:nth-child(" + col + ") input").prop("checked", this.checked); // select the inputs and [un]check it
});

$(document).ready(function() {
    // uncheck other boxes on the same row
    $(".form-check-input").click(function() {
        $('input[type="checkbox"]').change(function() {
            $(this).closest('tr').find('input[type="checkbox"]').not(this).prop('checked', false);
        });
    });
});
</script>

Atualizando estado da linha da tabela com jQuery

De acordo com o conteúdo de cada linha de uma tabela html podemos modificar as propriedades dos elementos usando jQuery.

No exemplo abaixo temos uma tabela onde atribuímos os valores a serem observados nos campos data dentro da tag <tr>.

<form action="<?= $acao_aplicar ?>" method="post" id="form1">
    <input type="hidden" name="id_requisicao" value="<?= $requisicao->id ?> ">
    <table class="table table-sm small table-striped" id="itensTable">
        <thead>
            <tr>
                <th>Item</th>
                <th>Produto</th>
                <th>Descrição</th>
                <th>Unidade</th>
                <th class="text-end">Qt. Calculada</th>
                <th class="text-end">Saldo</th>
                <th width="140px" class="text-end">Qt. Solicitada</th>
            </tr>
        </thead>

        <tbody>
            <?php foreach ($itens as $row): ?>
                <tr class="align-middle" data-produto-ativo="<?= $row->produto_ativo ?>"
                    data-quantidade="<?= $row->qt_solicitada ?>">
                    <!-- item -->
                    <td>
                        <?= $row->item ?>
                    </td>
                    <!-- produto -->
                    <td>
                        <?= $row->produto_codigo ?>
                    </td>
                    <!-- descricao -->
                    <td>
                        <?= $row->produto_descricao ?>
                    </td>
                    <!-- unidade -->
                    <td>
                        <?= $row->produto_unidade ?>
                    </td>
                    <!-- quantidade calculada -->
                    <td class="text-end">
                        <?= number_format($row->qt_calculada, 3, ',', '.') ?>
                    </td>
                    <!-- saldo -->
                    <td class="text-end">
                        <?= number_format($row->saldo, 3, ',', '.') ?>
                    </td>
                    <!-- quantidade solicitada -->
                    <td>
                        <input type="hidden" name="id[]" value="<?= $row->id ?>">
                        <input type="number" style="text-align:right" class="form-control form-control-sm"
                               name="qt_solicitada[]" value="<?= $row->qt_solicitada ?>" required>
                    </td>
                </tr>
            <?php endforeach ?>
        </tbody>

    </table>
</form>

Em seguida, o código jQuery faz as alterações nos elementos.

<script>
    $(document).ready(function () {
        $('#itensTable tbody tr').each(function () {
            var produto_ativo = $(this).data('produto-ativo');
            var quantidade = $(this).data('quantidade');
            if (produto_ativo === 'f') {
                $(this).find('td').addClass('text-danger');
                $(this).find('input').prop('disabled', true);
                $(this).find('input').prop('required', false);
            }
            if (quantidade == 0) {
                $(this).find('td').addClass('text-secondary');
                $(this).find('input').prop('disabled', true);
                $(this).find('input').prop('required', false);
            }
        });
    });
</script>

Dica: nunca utilize underscore nos nomes dos campos data (ex: data-produto_inativo).

XDebug no VSCode para CodeIgniter 4

A junção do PHP com o XDebug permite a depuração do código em passos com a visualização dos valores das variáveis em tempo real.

Para quem tem projetos CI4, a configuração abaixo deve ser inserida no arquivo launch.json do VSCode.

{
    "name": "CI4 Spark XDebug",
    "type": "php",
    "request": "launch",
    "runtimeArgs": [
        "spark",
        "serve",
        "-dxdebug.mode=debug",
        "-dxdebug.start_with_request=yes",
        "-S",
        "localhost:8080",
    ],
    "env": {
        "XDEBUG_MODE": "debug",
        "XDEBUG_SESSION": "factor",
    },
    "externalConsole": false,
    "program": "",
    "cwd": "${workspaceRoot}",
    "port": 9003,
    "serverReadyAction": {
        "action": "openExternally",
        "killOnServerStop": false
}